O que é o Minha Casa, Minha Vida?
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) é uma operação de financiamento com recursos do FGTS, destinada a famílias residentes em áreas urbanas com renda mensal bruta de até R$ 8 mil e anual ate R$ 96 mil. Ele criado em 2009, pelo governo brasileiro, com o objetivo de facilitar o acesso a moradias para famílias de baixa renda.
Através de diferentes faixas de renda, o programa subsidia a compra de imóveis, tornando o sonho da casa própria uma realidade acessível para milhões de pessoas em áreas urbanas e rurais.
O novo Minha Casa, Minha Vida substituiu o Casa Verde e Amarela?
Sim, o novo Minha Casa, Minha Vida retoma o nome e os princípios do programa original, substituindo o Casa Verde e Amarela, que foi implementado em 2020.
Enquanto o Casa Verde e Amarela manteve o objetivo de facilitar o acesso a moradias, ele alterou alguns pontos do programa original, que agora foram novamente reestruturados com o retorno do MCMV.
Quem pode participar do Minha Casa, Minha Vida?
O processo para solicitar acesso ao programa varia de acordo com a faixa de renda em que a família está inserida, seguindo as faixas abaixo:
- Faixa 1: renda bruta mensal até R$2.640;
- Faixa 2: renda bruta mensal de R$2.640,01 a R$4,4 mil;
- Faixa 3: renda bruta mensal de R$4.400,01 a R$8 mil.
Importante destacar que nas novas regras, o valor dessas faixas de renda não considera benefícios temporários, assistenciais ou previdenciários, como o auxílio-doença, seguro-desemprego, entre outros.
Quais são os juros?
Os juros variam de acordo com a faixa de renda e a região, sendo conhecidos por estarem entre os menores do mercado. A variação ocorre principalmente entre os cotistas e não cotistas do FGTS, podendo ir de 4% a 8,16%, dependendo da faixa de renda e da região do país.
Famílias com renda mensal bruta de até R$ 2.000,00:
Você pode adquirir seu imóvel com taxa de juros nominal de até 4,50% a.a. e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 4,00% a.a.
Famílias com renda bruta de R$ 2.000,01 até R$ 2.640,00:
A taxa de juros nominal do seu financiamento pode chegar até 4,75% a.a. e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 4,25% a.a.
Famílias com renda bruta de R$ 2.640,01 até R$ 3.200,00:
A taxa de juros nominal do seu financiamento pode chegar até 5,25% a.a. e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 4,75% a.a.
Famílias com renda bruta de R$ 3.200,01 até R$ 3.800,00:
A taxa de juros nominal do seu financiamento pode chegar até 6% a.a. e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 5,50% a.a.
Famílias com renda bruta de R$ 3.800,01 até R$ 4.400,00:
A taxa de juros nominal do seu financiamento pode chegar até 7% a.a. e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 6,5% a.a.
Famílias com renda bruta de R$ 4.400,01 até R$ 8.000,00:
Para essas famílias, na aquisição da casa própria, é disponibilizada taxa de juros nominal de 8,16% a.a e, para cotistas3 do FGTS, taxa de 7,66% a.a.
- 1O desconto pode chegar ao teto máximo de R$ 55.000,00 sendo considerados os fatores sociais, de renda, capacidade de pagamento e especificidades da população de cada região.
- 2O valor máximo do imóvel para financiamento é de R$ 350.000,00.
- 3Nos casos de financiamentos destinados a titulares de conta vinculada, com no mínimo 3 anos de trabalho sob o regime do FGTS, a taxa de juros dos financiamentos será reduzida em 0,5 pontos percentuais.
Composição de renda familiar para financiar um imóvel: como funciona?
Para financiar um imóvel nessa situação, uma boa opção é a composição de renda familiar.
O que é a composição de renda familiar?
Na análise de crédito, os bancos avaliam vários itens para ter certeza de que você pode arcar com a dívida que está contraindo.
Um desses itens é chamado de comprometimento de renda. Normalmente, os bancos permitem que você comprometa até 30% da sua renda mensal com o pagamento das mensalidades. Mas e se a sua renda não for suficiente?
Nessa circunstância, você pode compor a sua renda. Isso significa que você não será a única pessoa responsável pelo pagamento do imóvel e, portanto, poderá financiar um valor maior.
Quem pode compor renda no financiamento?
Você já deve saber que existem regras específicas que variam de acordo com o banco em que você está solicitando crédito — ou seja, varia de banco para banco quem pode compor a renda.
De modo geral, os bancos não costumam impor restrições quanto às pessoas que estão compondo renda. Na lista abaixo você confere algumas possibilidades:
- Cônjuges e namorados;
- Enteado, padrasto e madrasta;
- Pais, sogros e filhos;
- Irmãos e amigos;
- Tios e primos.
Há requisitos para a composição de renda?
As exigências para se conseguir o financiamento valem para todos os integrantes que compuseram a renda. Por isso, nenhum deles pode ter quaisquer restrições cadastrais. Além disso, não há outras restrições
E se você ainda tiver alguma dúvida, entre em contato com um de nossos especialistas!
FAQ
A adesão ao programa pode ser feita através de uma entidade organizadora, como a Smart, que é uma das construtoras associadas, ou diretamente com a Caixa Econômica Federal.
A realização de uma simulação pode ajudar a entender o valor que você é capaz de investir.
Sim, mas apenas para a Faixa 1. Para rendas superiores a R$1.800, é necessário resolver as pendências financeiras. Recomenda-se sempre o planejamento financeiro e a quitação de dívidas para garantir a tranquilidade nas parcelas.
Não. Existem critérios específicos que variam de cidade para cidade, geralmente necessitando de um imóvel novo e dentro dos limites do FGTS.
É também possível utilizar o crédito do programa para construir em um terreno próprio ou financiar um novo.
Comprovar renda sendo autônomo é mais simples do que pode parecer. Extratos bancários e a declaração do Imposto de Renda são aceitos, e é possível somar a renda de outras pessoas no mesmo lar.
Sim, se estiver na Faixa 2 ou 3. No entanto, aluguel e venda são proibidos para a Faixa 1 durante o financiamento.
Sim, a antecipação é possível, inclusive com o uso do saldo do FGTS, para amortizar ou liquidar as parcelas. É uma ótima maneira de reduzir o débito.
O programa financia até 80% do valor do imóvel, e o resto pode ser abatido através de subsídios ou FGTS. As parcelas podem ser pagas em até 35 anos, e cada parcela pode ser de até 30% da renda acordada.
Os valores máximos por faixa são:
● Áreas urbanas: até R$ 170 mil (Faixa 1), até R$ 264 mil (Faixas 1 e 2), até R$ 350 mil (Faixa 3)